quinta-feira, 16 de julho de 2009

Porque sempre somos assim? Podemos ter dinheiro, uma vida legal, bons amigos e um grande amor, mesmo assim nunca estaremos realmente felizes. Sempre vamos sentir falta de algo. Nunca estaremos realmente “completos”.
Quando estamos nos nossos 14, 15 anos, não vemos a hora de nos apaixonar. Nos apaixonamos... e não vemos a hora de dar o primeiro beijo. Ás vezes o ‘namoro’ não dá certo e parece que o mundo vai acabar. Depois nos apaixonamos novamente, começamos a namorar e morremos de medo (e de vontade) da primeira vez. Podemos passar dias, meses ou anos com a pessoa, mas também podemos não continuar com ela.
Estamos sempre nos apaixonando, estamos sempre sofrendo, estamos sempre nos recuperando e encontrando um novo amor. Mas porque nunca ficamos satisfeitos?
Podemos ser felizes por um tempo, mas quando paramos pra pensar, vemos que realmente sentimos falta de algo.
Eu sempre fui assim. Até que encontrei alguém especial. Posso dizer que me casei nova, aos 20 anos e depois de apenas 1 ano de namoro.
Não to falando que não somos felizes, muito pelo contrário, nos amamos e nos damos muito bem. Mas por mais que eu faça de tudo por ele e por mais dedicação que ele tenha por mim, qualquer coisa é motivo pra choro, qualquer erro, mesmo que tenha sido cometido há muito tempo, ainda é motivo de chateação.
Infelizmente sou uma pessoa que não esquece. Eu perdoo, mas não esqueço, não mesmo. Quando menos espero, vem a lembrança na minha cabeça e eu fico viajando ‘mas que será que ele fez?’, ‘será que foi só isso mesmo?’, ‘será que ele contou toda a verdade?’, ‘será que não está me escondendo nada?’...
Aí vem um otário pra falar que as coisas não são bem como me contam. Eu faço papel de imbecil na frente dele. E continuo na dúvida. A única coisa que dá pra pensar é “porque eu o amo tanto?”. Seria tão mais fácil se eu não me importasse com o que ele faz, se eu não ligasse por passar horas longe dele, se eu não estivesse preocupada em estar sempre por perto...
Mas eu não sou assim. Eu sofro a toa, eu sou ciumenta, eu sou chorona. E isso, infelizmente, enquanto eu te amar como eu amo, não vai mudar.